Disfunção erétil vascular, leve a moderada
Origem vasculogênica, com dois perfis típicos: quem responde à tadalafila mas não quer usá-la no longo prazo, e quem sentiu o comprimido perder potência.
“Doutor, o remédio ainda ajuda,
mas a ereção perdeu consistência.”
Dr. Bruno explica como funciona o tratamento · 3 min
Essa é uma frase comum no consultório. Em alguns casos, ela mostra que o problema não está apenas no estímulo ou na dose do medicamento. A circulação pode ter perdido parte da capacidade de levar e manter sangue dentro do tecido erétil.
Quando isso acontece, aumentar a dose por conta própria apenas adia a investigação. O passo seguinte é entender a causa e localizar o tratamento dentro de uma sequência clínica.
O tratamento com ondas de choque é uma terapia de medicina regenerativa que aplica ondas mecânicas de baixa intensidade sobre o tecido erétil. O objetivo é estimular a neovascularização, ou seja, a formação de novos vasos, melhorando a circulação dentro do pênis. Ele não produz uma ereção durante a sessão: atua sobre o meio biológico. Em Chapecó, a indicação é avaliada pelo Dr. Bruno von Mühlen, urologista e andrologista (CRM-SC 18869 | RQE 17624), em casos selecionados de disfunção erétil de origem vascular, em homens tratados de câncer de próstata e no controle da dor durante a fase ativa da Doença de Peyronie.
Contudo, cada uma dessas indicações tem objetivo e limite diferentes. Por isso, a tecnologia entra depois do diagnóstico, e não antes dele.
O tratamento com ondas de choque é uma terapia de medicina regenerativa que entrega ao tecido erétil uma onda mecânica de baixa intensidade. Não se trata de calor, de corrente elétrica nem de laser. É energia mecânica direcionada a pontos definidos.
Na prática, o paciente sente pressão ou pequenos impactos na área. O tratamento é praticamente indolor e ocorre sem anestesia.
Essa onda atua sobre a vascularização do pênis e promove o que chamamos tecnicamente de neovascularização. Ou seja, o estímulo favorece a formação de novos vasos e melhora a circulação de sangue no interior do tecido erétil.
E é justamente aí que está a diferença de proposta.
As ondas de choque não forçam uma ereção. Elas trabalham o terreno que sustenta a ereção.

Em um tratamento com tadalafila, sildenafila ou terapia intracavernosa, o resultado depende do uso da medicação. Se o paciente não utiliza aquela medicação, ele não atinge aquele grau de ereção. O medicamento resolve o momento.
Na medicina regenerativa, a lógica é outra. O objetivo é restabelecer a resposta vascular e sustentar esse resultado ao longo do tempo, sem que ele fique atrelado a uma dose.
Contudo, isso não transforma a terapia em uma alternativa universal, nem em substituto automático do comprimido. As duas abordagens podem, inclusive, caminhar juntas.
Medicação oral e terapia intracavernosa comparadas ao tratamento com ondas de choque.
Critério
Medicação oral e terapia intracavernosa
Ondas de choque
Como age
Efeito farmacológico sob demanda, no momento do uso.
Estímulo mecânico sobre a vascularização do tecido erétil.
Quando o efeito aparece
Na janela de ação da medicação.
De forma gradual, nas semanas seguintes ao protocolo.
Relação com o uso contínuo
Sem a medicação, o paciente não alcança o mesmo grau de ereção.
A proposta é restabelecer e sustentar a resposta ao longo do tempo.
Invasividade
Comprimido ou injeção no corpo cavernoso.
Sessões no consultório, sem cortes, sem injeções e sem anestesia.
Principal limite
Não modifica a causa vascular subjacente.
Não trata causa hormonal, neurológica ou psicológica isolada.
Indicação típica
Primeira linha na maioria dos quadros de disfunção erétil.
Disfunção erétil leve a moderada de origem vasculogênica, em casos selecionados.
Veja também as opções de tratamentos para saúde sexual masculina.

Porque o equipamento não define a indicação. O diagnóstico define.
A disfunção erétil pode ter origem vascular, hormonal, neurológica, psicológica ou mista. Por isso, duas pessoas com o mesmo sintoma podem precisar de caminhos diferentes.
Na consulta, começo pela história clínica e sexual. Também avalio doenças, cirurgias, medicamentos, hábitos, exames e a forma como a ereção mudou ao longo do tempo. Esse conjunto mostra se há sinais de perda de fluxo sanguíneo, dificuldade de retenção do sangue ou outro fator associado.
Quando a causa vascular ainda precisa de confirmação, o Doppler peniano ajuda. O exame analisa a entrada e a saída de sangue durante a ereção e oferece dados objetivos para a escolha do tratamento.
Entenda como funciona a ultrassonografia com Doppler de pênis.
Com essas informações, consigo definir se as ondas de choque têm espaço no plano ou se outra etapa oferece mais resolutividade.
A disfunção erétil não tem uma única linha de chegada. Existe uma escada de tratamento, e cada degrau responde a um grau de comprometimento, a uma causa e à realidade do paciente.
01
Fatores de saúde
Controle de diabetes, pressão, colesterol, tabagismo, sono e outros fatores que afetam a circulação.
02
Medicamentos orais
Usados com dose, horário e estímulo adequados.
03
Tratamento com ondas de choque
Isolado ou combinado com medicamentos, quando existe indicação vascular.
Assunto desta página
04
Dispositivos a vácuo ou injeções intracavernosas
Em situações específicas.
05
Prótese peniana
Última linha, quando os tratamentos conservadores já não entregam resposta suficiente.
Na prática, a escolha não depende de qual método parece mais moderno. Depende do ponto em que a função foi prejudicada e do quanto ainda é possível recuperar com invasividade mínima.
Dessa forma, evitamos dois erros: insistir tempo demais em uma terapia sem resposta ou avançar para uma intervenção maior antes da hora.
Essa tecnologia, obviamente, não é para todos os pacientes. O cenário favorável é bem delimitado, e reconhecer esse limite é parte do tratamento.
São considerados candidatos ao tratamento com ondas de choque: (1) homens com disfunção erétil leve a moderada de origem vasculogênica, incluindo quem responde à medicação oral mas não deseja usá-la no longo prazo e quem percebeu perda de eficácia do comprimido; (2) homens submetidos a cirurgia robótica de câncer de próstata com preservação dos nervos que evoluíram com redução da potência da ereção; (3) pacientes com dor na fase ativa da Doença de Peyronie, exclusivamente para controle da dor. A seleção depende de consulta, exame físico e, quando indicado, Doppler peniano.
Cenário mais favorável
Origem vasculogênica, com dois perfis típicos: quem responde à tadalafila mas não quer usá-la no longo prazo, e quem sentiu o comprimido perder potência.
Pós-operatório
Com preservação dos nervos e evolução com redução da potência da ereção.
Controle da dor
Exclusivamente para a dor. Não corrige curvatura nem reduz a placa.
Sim. Esse é o cenário mais favorável para a terapia. O que quer dizer isso, na prática? Basicamente, dois perfis de paciente:
Nesses dois grupos de pacientes, as ondas de choque se mostram efetivas e estão no guideline das recomendações internacionais de tratamento.
Ainda assim, a expectativa precisa ser calibrada. Nos estudos, a melhora média da função erétil costuma ser moderada. Portanto, não existe garantia de resposta, nem promessa de retirada de medicamentos.
Antes de indicar, verifico se o remédio foi usado da forma correta, se há fatores de saúde sem controle e se o diagnóstico vascular está bem sustentado.
Pode, e esse é o segundo grupo com indicação bem estabelecida. Ele é formado por quem foi submetido ao tratamento do câncer de próstata. Especificamente, aqueles que fizeram uma cirurgia robótica com preservação dos nervos e que cursaram com diminuição da potência da ereção.
Nesse grupo, a onda fornece neovascularização e promove melhora de circulação. Nós sabemos que também existe um componente nervoso, um componente neurológico, nessa disfunção erétil. Contudo, nos pacientes que fizeram a cirurgia robótica, esses nervos foram muito bem preservados. Por isso, estimular a circulação tem se mostrado efetivo nesse grupo de pacientes.
Se o nervo foi poupado, faz sentido trabalhar o componente que ficou prejudicado, que é o vascular.
Se esse é o seu caso, veja também o conteúdo sobre disfunção erétil e reabilitação da função após o tratamento do câncer de próstata.
Ajudam no controle da dor, sim. Na Doença de Peyronie, a terapia pode ser usada para reduzir a dor durante a fase ativa. Esse é o limite clínico que precisa ficar claro desde o início.
A terapia não corrige a curvatura e não reduz a placa. Se a geometria peniana está mudando, a avaliação precisa considerar dor, rigidez, grau de deformidade, fase da doença e impacto na relação sexual.
Por outro lado, aguardar passivamente a doença estabilizar também não é conduta. A fase ativa tem janela própria de manejo, e a dor tem tratamento.
Apresentar esse limite não enfraquece a terapia. Ao contrário, protege o paciente de uma expectativa que ela não consegue cumprir.
Definir o que a terapia não resolve é tão importante quanto definir o que ela resolve. Em geral, ela não é o degrau indicado quando:
Nesses cenários, a escada aponta outro degrau. E apontar esse outro degrau é exatamente o papel da consulta.
O consultório utiliza o PiezoWave2, também chamado de PW2, fabricado pela Richard Wolf, empresa alemã com longa atuação em urologia e em ondas de choque aplicadas à medicina regenerativa.
O aparelho gera ondas por princípio piezoelétrico e permite trabalhar com diferentes zonas de foco e profundidades, conforme a fonte disponível e o protocolo definido para o caso.
Contudo, o equipamento não substitui a seleção do paciente. A precisão começa na escolha da indicação, continua no ajuste dos parâmetros e termina no acompanhamento da resposta.
Durante o planejamento, defino a fonte, a profundidade, a energia e os pontos de aplicação de acordo com o diagnóstico.
Assim, o protocolo deixa de ser uma sequência pronta e passa a responder à biologia daquele paciente.

O tratamento acontece no consultório. Antes da primeira sessão, o diagnóstico e o plano já precisam estar definidos.
1
A equipe posiciona o paciente e prepara a área de aplicação.
2
Um gel de acoplamento ajuda a transmitir as ondas entre o aplicador e o tecido.
3
O aplicador percorre os pontos previstos no protocolo.
4
Durante a sessão, ajusto a intensidade caso surja pressão ou desconforto.
5
Ao final, o paciente recebe as orientações daquele dia e segue o acompanhamento combinado.
Em geral, o procedimento não exige cortes, injeções ou anestesia. A maioria dos pacientes retoma a rotina logo depois. Contudo, a experiência pode variar, e qualquer desconforto deve ser comunicado.
Também não existe um número universal de sessões. Os estudos usam protocolos diferentes, e o plano depende da causa, da gravidade, da resposta e do objetivo clínico. Por isso, a quantidade e o intervalo aparecem na prescrição individual de cada paciente.
O tratamento com ondas de choque busca melhorar a resposta do tecido, e não produzir uma ereção imediata durante a sessão. Quando há benefício, ele tende a aparecer de forma gradual nas semanas seguintes.
Em casos vasculares selecionados, alguns pacientes percebem mais rigidez, melhor manutenção da ereção ou maior resposta ao medicamento. No entanto, a intensidade e a duração desse ganho variam de pessoa para pessoa.
Por outro lado, a terapia não corrige causas hormonais, neurológicas ou psicológicas por conta própria. Também não substitui o controle da saúde cardiovascular e não resolve deformidades da Doença de Peyronie.
Por isso, acompanho a evolução com sintomas, resposta sexual e, quando necessário, instrumentos de avaliação. Se o ganho não for suficiente, a escada de tratamento continua. Há outros degraus, e a decisão seguinte deve respeitar o diagnóstico.
Um tratamento ganha segurança quando a expectativa acompanha a biologia.

Sou urologista e andrologista em Chapecó, Santa Catarina, com atuação em Medicina Sexual e Reprodutiva do Homem. Minha formação inclui residência em Cirurgia Geral, especialização em Urologia e Fellowship em Andrologia pela Faculdade de Medicina do ABC.
No consultório, tecnologia e procedimento ocupam o lugar certo: entram para responder a uma pergunta clínica. Antes de propor qualquer etapa, explico a causa provável, as alternativas, os riscos, os limites e a expectativa de resultado.
Esse cuidado vale para o tratamento com ondas de choque e para toda a escada de abordagem da disfunção erétil e da Doença de Peyronie.
Conheça a formação e a atuação do Dr. Bruno von Mühlen.
CRM-SC 18869 · RQE 17624
Atendimento presencial em Chapecó e teleconsulta para pacientes de outras cidades.
Avaliações publicadas por pacientes no Google, reproduzidas na íntegra. Ver todas as avaliações.
O tratamento é praticamente indolor. O paciente costuma sentir pressão ou pequenos impactos na área, e a sessão ocorre sem anestesia. Ainda assim, se houver desconforto, ajusto a intensidade durante a própria aplicação.
Não existe um número único para todos os casos. O protocolo varia conforme o diagnóstico, a gravidade, a fonte utilizada no equipamento e a resposta do paciente. A quantidade e os intervalos são definidos no plano individual de tratamento.
Não há garantia de cura. Diferente da medicação, que age enquanto está no organismo, a medicina regenerativa busca restabelecer a resposta vascular e sustentá-la ao longo do tempo. Em quadros vasculares leves a moderados e bem selecionados, a melhora costuma ser moderada e depende da causa e das condições de saúde associadas.
Podem. Em parte dos casos, a terapia é usada junto com a medicação, e não no lugar dela. Em outros, é aplicada de forma isolada. A escolha depende da causa, do grau de comprometimento e do objetivo definido na consulta.
Essa decisão depende da resposta. Alguns pacientes percebem melhora no efeito do medicamento ou menor necessidade de uso, mas isso não acontece em todos os casos. Não interrompa nem altere a dose sem orientação médica.
As ondas atuam sobre o componente vascular e tecidual. Quando a causa é psicológica, hormonal, neurológica ou mista, o plano precisa tratar esses fatores. Por isso, o diagnóstico vem antes da indicação.
Não. Elas podem ajudar no controle da dor durante a fase ativa, mas não reduzem a placa e não corrigem a curvatura. A geometria peniana exige uma avaliação própria e outras condutas.
Quando há resposta, ela costuma surgir de forma gradual. Estudos relatam sinais clínicos a partir de um a três meses após o término do protocolo. Contudo, esse prazo varia entre pacientes e o benefício pode diminuir com o tempo.
A consulta avalia história clínica, fatores de risco, exames e resposta aos tratamentos anteriores. Quando necessário, o Doppler peniano complementa a investigação analisando a entrada e a saída de sangue durante a ereção.
O tratamento é realizado em consultório, em Chapecó, Santa Catarina, com avaliação e indicação do Dr. Bruno von Mühlen, urologista e andrologista (CRM-SC 18869 | RQE 17624). O primeiro passo é a consulta, na qual definimos se existe indicação vascular para a terapia.
Se a ereção perdeu rigidez, se o medicamento já não responde como antes, se você passou por uma cirurgia de próstata ou se a Doença de Peyronie provoca dor, a avaliação mostra qual etapa faz mais sentido agora.
O tratamento com ondas de choque em Chapecó pode entrar no plano quando o diagnóstico sustenta a indicação. Quando não sustenta, a consulta aponta outra direção.
Eu sou o Dr. Bruno von Mühlen. Se você tem interesse sobre esse conteúdo, vamos conversar mais sobre isso.
Atendimento presencial em Chapecó e teleconsulta para pacientes de outras cidades. CRM-SC 18869 · RQE 17624.
Referências clínicas e técnicas
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo e não substitui a consulta médica presencial. Os resultados dos tratamentos variam conforme as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos. Nenhuma técnica, dispositivo ou procedimento aqui descrito deve ser adotado sem avaliação e indicação médica individualizada.
Responsável técnico: Dr. Bruno von Mühlen — CRM-SC 18869 | RQE 17624.
“Doutor, o remédio ainda ajuda, mas a ereção perdeu consistência.”
Essa é uma frase comum no consultório. Em alguns casos, ela mostra que o problema não está apenas no estímulo ou na dose do medicamento. A circulação pode ter perdido parte da capacidade de levar e manter sangue dentro do tecido erétil.
Quando isso acontece, aumentar a dose por conta própria apenas adia a investigação. O passo seguinte é entender a causa e localizar o tratamento dentro de uma sequência clínica.
O tratamento com ondas de choque é uma terapia de medicina regenerativa que aplica ondas mecânicas de baixa intensidade sobre o tecido erétil. O objetivo é estimular a neovascularização, ou seja, a formação de novos vasos, melhorando a circulação dentro do pênis. Ele não produz uma ereção durante a sessão: atua sobre o meio biológico. Em Chapecó, a indicação é avaliada pelo Dr. Bruno von Mühlen, urologista e andrologista (CRM-SC 18869 | RQE 17624), em casos selecionados de disfunção erétil de origem vascular, em homens tratados de câncer de próstata e no controle da dor durante a fase ativa da Doença de Peyronie.
Contudo, cada uma dessas indicações tem objetivo e limite diferentes. Por isso, a tecnologia entra depois do diagnóstico, e não antes dele.
O tratamento com ondas de choque é uma terapia de medicina regenerativa que entrega ao tecido erétil uma onda mecânica de baixa intensidade. Não se trata de calor, de corrente elétrica nem de laser. É energia mecânica direcionada a pontos definidos.
Na prática, o paciente sente pressão ou pequenos impactos na área. O tratamento é praticamente indolor e ocorre sem anestesia.
Essa onda atua sobre a vascularização do pênis e promove o que chamamos tecnicamente de neovascularização. Ou seja, o estímulo favorece a formação de novos vasos e melhora a circulação de sangue no interior do tecido erétil.
E é justamente aí que está a diferença de proposta.
As ondas de choque não forçam uma ereção. Elas trabalham o terreno que sustenta a ereção.

Em um tratamento com tadalafila, sildenafila ou terapia intracavernosa, o resultado depende do uso da medicação. Se o paciente não utiliza aquela medicação, ele não atinge aquele grau de ereção. O medicamento resolve o momento.
Na medicina regenerativa, a lógica é outra. O objetivo é restabelecer a resposta vascular e sustentar esse resultado ao longo do tempo, sem que ele fique atrelado a uma dose.
Contudo, isso não transforma a terapia em uma alternativa universal, nem em substituto automático do comprimido. As duas abordagens podem, inclusive, caminhar juntas.
| Critério | Medicação oral e terapia intracavernosa | Ondas de choque |
|---|---|---|
| Como age | Efeito farmacológico sob demanda, no momento do uso. | Estímulo mecânico sobre a vascularização do tecido erétil. |
| Quando o efeito aparece | Na janela de ação da medicação. | De forma gradual, nas semanas seguintes ao protocolo. |
| Relação com o uso contínuo | Sem a medicação, o paciente não alcança o mesmo grau de ereção. | A proposta é restabelecer e sustentar a resposta ao longo do tempo. |
| Invasividade | Comprimido ou injeção no corpo cavernoso. | Sessões no consultório, sem cortes, sem injeções e sem anestesia. |
| Principal limite | Não modifica a causa vascular subjacente. | Não trata causa hormonal, neurológica ou psicológica isolada. |
| Indicação típica | Primeira linha na maioria dos quadros de disfunção erétil. | Disfunção erétil leve a moderada de origem vasculogênica, em casos selecionados. |
Veja também as opções de tratamentos para saúde sexual masculina.
Porque o equipamento não define a indicação. O diagnóstico define.
A disfunção erétil pode ter origem vascular, hormonal, neurológica, psicológica ou mista. Por isso, duas pessoas com o mesmo sintoma podem precisar de caminhos diferentes.
Na consulta, começo pela história clínica e sexual. Também avalio doenças, cirurgias, medicamentos, hábitos, exames e a forma como a ereção mudou ao longo do tempo. Esse conjunto mostra se há sinais de perda de fluxo sanguíneo, dificuldade de retenção do sangue ou outro fator associado.
Quando a causa vascular ainda precisa de confirmação, o Doppler peniano ajuda. O exame analisa a entrada e a saída de sangue durante a ereção e oferece dados objetivos para a escolha do tratamento.
Entenda como funciona a ultrassonografia com Doppler de pênis.
Com essas informações, consigo definir se as ondas de choque têm espaço no plano ou se outra etapa oferece mais resolutividade.

A disfunção erétil não tem uma única linha de chegada. Existe uma escada de tratamento, e cada degrau responde a um grau de comprometimento, a uma causa e à realidade do paciente.
Na prática, a escolha não depende de qual método parece mais moderno. Depende do ponto em que a função foi prejudicada e do quanto ainda é possível recuperar com invasividade mínima.
Dessa forma, evitamos dois erros: insistir tempo demais em uma terapia sem resposta ou avançar para uma intervenção maior antes da hora.
Essa tecnologia, obviamente, não é para todos os pacientes. O cenário favorável é bem delimitado, e reconhecer esse limite é parte do tratamento.
São considerados candidatos ao tratamento com ondas de choque: (1) homens com disfunção erétil leve a moderada de origem vasculogênica, incluindo quem responde à medicação oral mas não deseja usá-la no longo prazo e quem percebeu perda de eficácia do comprimido; (2) homens submetidos a cirurgia robótica de câncer de próstata com preservação dos nervos que evoluíram com redução da potência da ereção; (3) pacientes com dor na fase ativa da Doença de Peyronie, exclusivamente para controle da dor. A seleção depende de consulta, exame físico e, quando indicado, Doppler peniano.
Origem vasculogênica, com dois perfis típicos: quem responde à tadalafila mas não quer usá-la no longo prazo, e quem sentiu o comprimido perder potência.
Com preservação dos nervos e evolução com redução da potência da ereção.
Exclusivamente para a dor. Não corrige curvatura nem reduz a placa.
Sim. Esse é o cenário mais favorável para a terapia. O que quer dizer isso, na prática? Basicamente, dois perfis de paciente:
Nesses dois grupos de pacientes, as ondas de choque se mostram efetivas e estão no guideline das recomendações internacionais de tratamento.
Ainda assim, a expectativa precisa ser calibrada. Nos estudos, a melhora média da função erétil costuma ser moderada. Portanto, não existe garantia de resposta, nem promessa de retirada de medicamentos.
Antes de indicar, verifico se o remédio foi usado da forma correta, se há fatores de saúde sem controle e se o diagnóstico vascular está bem sustentado.
Pode, e esse é o segundo grupo com indicação bem estabelecida. Ele é formado por quem foi submetido ao tratamento do câncer de próstata. Especificamente, aqueles que fizeram uma cirurgia robótica com preservação dos nervos e que cursaram com diminuição da potência da ereção.
Nesse grupo, a onda fornece neovascularização e promove melhora de circulação. Nós sabemos que também existe um componente nervoso, um componente neurológico, nessa disfunção erétil. Contudo, nos pacientes que fizeram a cirurgia robótica, esses nervos foram muito bem preservados. Por isso, estimular a circulação tem se mostrado efetivo nesse grupo de pacientes.
Se o nervo foi poupado, faz sentido trabalhar o componente que ficou prejudicado, que é o vascular.
Se esse é o seu caso, veja também o conteúdo sobre disfunção erétil e reabilitação da função após o tratamento do câncer de próstata.
Ajudam no controle da dor, sim. Na Doença de Peyronie, a terapia pode ser usada para reduzir a dor durante a fase ativa. Esse é o limite clínico que precisa ficar claro desde o início.
A terapia não corrige a curvatura e não reduz a placa. Se a geometria peniana está mudando, a avaliação precisa considerar dor, rigidez, grau de deformidade, fase da doença e impacto na relação sexual.
Por outro lado, aguardar passivamente a doença estabilizar também não é conduta. A fase ativa tem janela própria de manejo, e a dor tem tratamento.
Apresentar esse limite não enfraquece a terapia. Ao contrário, protege o paciente de uma expectativa que ela não consegue cumprir.
Definir o que a terapia não resolve é tão importante quanto definir o que ela resolve. Em geral, ela não é o degrau indicado quando:
Nesses cenários, a escada aponta outro degrau. E apontar esse outro degrau é exatamente o papel da consulta.
O consultório utiliza o PiezoWave2, também chamado de PW2, fabricado pela Richard Wolf, empresa alemã com longa atuação em urologia e em ondas de choque aplicadas à medicina regenerativa.
O aparelho gera ondas por princípio piezoelétrico e permite trabalhar com diferentes zonas de foco e profundidades, conforme a fonte disponível e o protocolo definido para o caso.
Contudo, o equipamento não substitui a seleção do paciente. A precisão começa na escolha da indicação, continua no ajuste dos parâmetros e termina no acompanhamento da resposta.
Durante o planejamento, defino a fonte, a profundidade, a energia e os pontos de aplicação de acordo com o diagnóstico.
Assim, o protocolo deixa de ser uma sequência pronta e passa a responder à biologia daquele paciente.

O tratamento acontece no consultório. Antes da primeira sessão, o diagnóstico e o plano já precisam estar definidos.
A equipe posiciona o paciente e prepara a área de aplicação.
Um gel de acoplamento ajuda a transmitir as ondas entre o aplicador e o tecido.
O aplicador percorre os pontos previstos no protocolo.
Durante a sessão, ajusto a intensidade caso surja pressão ou desconforto.
Ao final, o paciente recebe as orientações daquele dia e segue o acompanhamento combinado.
Em geral, o procedimento não exige cortes, injeções ou anestesia. A maioria dos pacientes retoma a rotina logo depois. Contudo, a experiência pode variar, e qualquer desconforto deve ser comunicado.
Também não existe um número universal de sessões. Os estudos usam protocolos diferentes, e o plano depende da causa, da gravidade, da resposta e do objetivo clínico. Por isso, a quantidade e o intervalo aparecem na prescrição individual de cada paciente.
O tratamento com ondas de choque busca melhorar a resposta do tecido, e não produzir uma ereção imediata durante a sessão. Quando há benefício, ele tende a aparecer de forma gradual nas semanas seguintes.
Em casos vasculares selecionados, alguns pacientes percebem mais rigidez, melhor manutenção da ereção ou maior resposta ao medicamento. No entanto, a intensidade e a duração desse ganho variam de pessoa para pessoa.
Por outro lado, a terapia não corrige causas hormonais, neurológicas ou psicológicas por conta própria. Também não substitui o controle da saúde cardiovascular e não resolve deformidades da Doença de Peyronie.
Por isso, acompanho a evolução com sintomas, resposta sexual e, quando necessário, instrumentos de avaliação. Se o ganho não for suficiente, a escada de tratamento continua. Há outros degraus, e a decisão seguinte deve respeitar o diagnóstico.
Um tratamento ganha segurança quando a expectativa acompanha a biologia.
Sou urologista e andrologista em Chapecó, Santa Catarina, com atuação em Medicina Sexual e Reprodutiva do Homem. Minha formação inclui residência em Cirurgia Geral, especialização em Urologia e Fellowship em Andrologia pela Faculdade de Medicina do ABC.
No consultório, tecnologia e procedimento ocupam o lugar certo: entram para responder a uma pergunta clínica. Antes de propor qualquer etapa, explico a causa provável, as alternativas, os riscos, os limites e a expectativa de resultado.
Esse cuidado vale para o tratamento com ondas de choque e para toda a escada de abordagem da disfunção erétil e da Doença de Peyronie.
Conheça a formação e a atuação do Dr. Bruno von Mühlen.
CRM-SC 18869 · RQE 17624
Atendimento presencial em Chapecó e teleconsulta para pacientes de outras cidades.

Até difícil de falar com palavras, mas vou resumir em algumas, até hoje em vários consultórios que passamos foi o primeiro médico que realmente parou e pensou junto com o paciente, não apenas ouviu aplicou receita, abriu a porta e disse até mais.
Simplesmente uma pessoa sensacional como pessoa e como médico.
Super indico e recomendo.
Excelente atendimento! Tanto no agendamento como na consulta e retorno. Empatia e acolhimento! Dr Bruno é um ótimo profissional, muito competente, atencioso e transmite muita segurança clareza na condução do atendimento.
Atendimento de excelência, Dr Bruno muito profissional,transmite muita confiança..Também deixar registrado o atendimento da Nina,muito atenciosa e disposta a deixar tudo resolvido
Fomos muito bem atendidos, tanto na recepção quanto na consulta. Excelente, recomendo!!
Excelência no atendimento e organização.
Excelente atendimento, tanto da parte dos colaboradores quanto do Dr. Bruno.
Super indico
Sempre com muito prestativos e atenciosos
Muito bem
Avaliações publicadas por pacientes no Google, reproduzidas na íntegra. Ver todas as avaliações.
O tratamento é praticamente indolor. O paciente costuma sentir pressão ou pequenos impactos na área, e a sessão ocorre sem anestesia. Ainda assim, se houver desconforto, ajusto a intensidade durante a própria aplicação.
Não existe um número único para todos os casos. O protocolo varia conforme o diagnóstico, a gravidade, a fonte utilizada no equipamento e a resposta do paciente. A quantidade e os intervalos são definidos no plano individual de tratamento.
Não há garantia de cura. Diferente da medicação, que age enquanto está no organismo, a medicina regenerativa busca restabelecer a resposta vascular e sustentá-la ao longo do tempo. Em quadros vasculares leves a moderados e bem selecionados, a melhora costuma ser moderada e depende da causa e das condições de saúde associadas.
Podem. Em parte dos casos, a terapia é usada junto com a medicação, e não no lugar dela. Em outros, é aplicada de forma isolada. A escolha depende da causa, do grau de comprometimento e do objetivo definido na consulta.
Essa decisão depende da resposta. Alguns pacientes percebem melhora no efeito do medicamento ou menor necessidade de uso, mas isso não acontece em todos os casos. Não interrompa nem altere a dose sem orientação médica.
As ondas atuam sobre o componente vascular e tecidual. Quando a causa é psicológica, hormonal, neurológica ou mista, o plano precisa tratar esses fatores. Por isso, o diagnóstico vem antes da indicação.
Não. Elas podem ajudar no controle da dor durante a fase ativa, mas não reduzem a placa e não corrigem a curvatura. A geometria peniana exige uma avaliação própria e outras condutas.
Quando há resposta, ela costuma surgir de forma gradual. Estudos relatam sinais clínicos a partir de um a três meses após o término do protocolo. Contudo, esse prazo varia entre pacientes e o benefício pode diminuir com o tempo.
A consulta avalia história clínica, fatores de risco, exames e resposta aos tratamentos anteriores. Quando necessário, o Doppler peniano complementa a investigação analisando a entrada e a saída de sangue durante a ereção.
O tratamento é realizado em consultório, em Chapecó, Santa Catarina, com avaliação e indicação do Dr. Bruno von Mühlen, urologista e andrologista (CRM-SC 18869 | RQE 17624). O primeiro passo é a consulta, na qual definimos se existe indicação vascular para a terapia.
Se a ereção perdeu rigidez, se o medicamento já não responde como antes, se você passou por uma cirurgia de próstata ou se a Doença de Peyronie provoca dor, a avaliação mostra qual etapa faz mais sentido agora.
O tratamento com ondas de choque em Chapecó pode entrar no plano quando o diagnóstico sustenta a indicação. Quando não sustenta, a consulta aponta outra direção.
Eu sou o Dr. Bruno von Mühlen. Se você tem interesse sobre esse conteúdo, vamos conversar mais sobre isso.
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Referências clínicas e técnicas
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo e não substitui a consulta médica presencial. Os resultados dos tratamentos variam conforme as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos. Nenhuma técnica, dispositivo ou procedimento aqui descrito deve ser adotado sem avaliação e indicação médica individualizada.
Responsável técnico: Dr. Bruno von Mühlen — CRM-SC 18869 | RQE 17624.
2026 | Dr. Bruno von Mühlen | CRM-SC 18869 | RQE 17624