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Quais são os riscos de colocar uma prótese peniana?

Quais são os riscos de colocar uma prótese peniana?

Quando o paciente chega ao consultório buscando a prótese peniana, ele geralmente já passou por diferentes tratamentos, enfrentou frustrações e viveu um longo período de dificuldades na vida sexual. Assim, compreender os riscos da cirurgia torna-se fundamental para tomar uma decisão segura e bem orientada.

Embora a prótese seja um tratamento extremamente eficaz e com altos índices de satisfação, ela também exige responsabilidade, informação clara e alinhamento de expectativas. Por isso, explicar cada risco de maneira objetiva permite que o paciente se sinta confortável, seguro e consciente de cada etapa do processo.

A prótese peniana é um procedimento seguro, mas envolve riscos?

A cirurgia de prótese peniana é realizada há mais de quatro décadas e, ao longo do tempo, evoluiu significativamente. Hoje, ela é considerada um procedimento seguro, especialmente quando executado por equipes especializadas em andrologia. Contudo, como toda cirurgia, ela envolve riscos específicos que precisam ser entendidos para que o paciente faça uma escolha consciente.

Além disso, os riscos variam de acordo com o tipo de prótese escolhida, com o estado de saúde do paciente e, principalmente, com a experiência do cirurgião. Portanto, quanto mais especializado o centro, menores são as chances de complicações.

Infecção: o risco mais temido, porém raro?

A infecção é o risco mais conhecido e, ao mesmo tempo, o mais raro quando a cirurgia ocorre em centros de referência. Isso acontece porque as tecnologias modernas permitem o uso de próteses com revestimentos antibacterianos e técnicas cirúrgicas que reduzem drasticamente a entrada de micro-organismos na região.

Ainda assim, pacientes com diabetes descontrolado, imunidade baixa ou que utilizam determinadas medicações apresentam risco um pouco maior. Por isso, o preparo pré-operatório tem papel fundamental para minimizar esse problema. Quando a infecção ocorre, a solução geralmente envolve a retirada da prótese e, posteriormente, a colocação de um novo dispositivo.

Há dor e desconforto no pós-operatório?

A dor pós-operatória é esperada, especialmente durante a primeira semana. Entretanto, ela costuma diminuir progressivamente com o uso correto de analgésicos e seguindo rigorosamente as orientações médicas.

Por outro lado, dor persistente ou intensa pode indicar inflamação ou mau posicionamento do dispositivo, o que exige reavaliação. Por isso, manter o acompanhamento pós-cirúrgico é essencial para identificar e tratar qualquer intercorrência rapidamente.

O dispositivo pode ficar mal posicionado? 

Tanto a prótese maleável quanto a inflável precisam ser posicionadas com precisão dentro dos corpos cavernosos para garantir naturalidade, conforto e capacidade funcional. Caso haja falha técnica, o dispositivo pode ficar desalinhado, provocar desconforto ou comprometer o resultado estético.

Além disso, próteses infláveis possuem componentes — como bomba e reservatório — que também podem apresentar mau posicionamento se a técnica não for rigorosa. Felizmente, quando a cirurgia é realizada por profissionais especializados, esse risco reduz significativamente.

Falha mecânica: possível, mas infrequente?

As próteses infláveis são dispositivos complexos, compostos por cilindros, bomba e reservatório. Embora elas apresentem alta durabilidade, é possível que falhas mecânicas aconteçam após anos de uso. Entre os problemas possíveis, estão:

– dificuldade para inflar;
– vazamento interno;
– falha na bomba;
– perda gradual da rigidez.

Por outro lado, as próteses maleáveis não apresentam risco mecânico, já que não possuem sistema hidráulico. Ainda assim, ambas possuem alta taxa de sucesso a longo prazo, principalmente quando o paciente segue orientações de uso e manutenção.

Pode acontecer de ter atrofia dos corpos cavernosos?

Com o passar dos anos, e especialmente nos pacientes que permaneceram muito tempo com disfunção erétil severa, os corpos cavernosos podem sofrer atrofia natural. A prótese não causa o início dessa atrofia, mas pode torná-la mais perceptível ao longo do tempo, já que substitui parte da função original do tecido.

Entretanto, esse processo não compromete o resultado funcional da prótese e geralmente não causa dor. O principal impacto costuma ser a percepção subjetiva de leve redução no diâmetro do pênis, algo que ocorre gradualmente e de forma previsível.

Extrusão: é um risco extremamente raro?

A extrusão acontece quando o dispositivo se aproxima da pele ou rompe a mucosa, ficando exposto. Isso costuma ocorrer somente em situações de infecção grave, trauma importante ou erro técnico. Portanto, esse risco é extremamente baixo quando a cirurgia segue protocolos adequados e quando o paciente respeita os cuidados do pós-operatório.

Após a cirurgia, ainda pode haver curvaturas leves?

Alguns pacientes podem notar curvaturas discretas ou assimetrias após a cirurgia, especialmente quando já tinham fibrose cavernosa ou doença de Peyronie antes do procedimento. Isso acontece porque o tecido interno pode não expandir igualmente ao redor dos cilindros.

Por outro lado, quando a curvatura é significativa, técnicas complementares podem corrigir o problema durante a cirurgia. Dessa forma, o resultado se torna mais alinhado e esteticamente satisfatório.

Expectativas irreais podem gerar insatisfação

O risco não está apenas na cirurgia, mas também na forma como o paciente enxerga os resultados. A prótese devolve rigidez, mas não altera:

– sensibilidade;
– tamanho peniano;
– capacidade de ejaculação;
– níveis hormonais;
– libido.

Assim, alinhar expectativas é fundamental. Quando o paciente entende exatamente o que o procedimento entrega, a taxa de satisfação é extremamente alta.

Procure sempre orientação médica

Portanto, embora a cirurgia de prótese peniana envolva riscos, eles são baixos e bastante controláveis quando o paciente escolhe um centro especializado. Além disso, as técnicas modernas, os dispositivos de última geração e os protocolos rigorosos de segurança tornam o procedimento cada vez mais eficaz e seguro. Por isso, entender detalhadamente cada risco é essencial para tomar uma decisão consciente, segura e alinhada aos seus objetivos.

Diante de qualquer dúvida sobre o procedimento, seu caso clínico ou suas expectativas, procure orientação médica especializada para receber uma avaliação precisa e individualizada.

Dr. Bruno von Mühlen, Urologista e Andrologista, referência no diagnóstico e tratamento da saúde sexual masculina em Chapecó.

 

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